O mais provável...
Quase nunca, então.
Sempre e tanto, mesmo.
Parece bobagem, vai ver que é.
Já foi uma mentira.
Hoje, ilusão.
Com a chuva fina, fria e constante,
Tudo parece ontem.
Bem no passado, bem distante.
Outra vida talvez.
Não que não exista futuro, mas prefiro deixar as coisas como estão.
Nem mornas, nem prováveis.
Às vezes, é preciso colocar as coisas nos seus devidos lugares.
O problema é que elas se mexem.
Vão e vem dentro da circulação, ela caminham por dentro, passam e ficam.
Nutrem, alimentam células, corpos, almas, vidas!
Se só passassem, se só fossem.
Se não voltassem...
Nada como o tempo para colocar tudo no seu devido lugar!
E nos deixar com vontade de tudo que poderia ter sido e não foi...
(O mais provável... - Márcia Xavier)

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