Fim de tarde.






Tempos de agitação...
Muitas coisas têm acontecido,
Embora seja uma calma aparente que transmito.
Mas tem muita coisa em paz também,
Outras apenas adormecidas.
Mas de toda sorte, 
Tudo é igual que siempre!

Todo fim de tarde me emociona, não sei por que.
Não sei se são as cores no céu,
O ar que fica mais fresco e o vento sopra diferente,
Porque tomo café com biscoito...
Não sei...
Só sei que toca meu coração de forma tão especial que fico assim,
Sentindo o mundo todo dentro do meu peito.
Adoro fim de tarde!
Adoro a Lua também.
Ontem ela estava tão linda, tão grande, tão amarela...
No meio da rua, no meio do céu, no meio do meu olhar...
Quase pude segurá-la,
Mas sorri apenas.
Adoro sorrir pra lua!
Adoro a minha insanidade que me deixa tão normal e parecida com outros...
Faz-me lembrar de meu tempo de criança,
Quando ficava horas olhando pro céu contando estrelas, formando as minhas constelações. 
E vendo objetos voadores não identificados.
Por que eu via muitos, eles tinham luzes, eles piscavam, eles caminhavam pelo céu.
E eu desejava que por um pequeno momento me levassem daqui.
Por quantas galáxias já não andei, quantos universos não explorei, quantos atos heroicos já não vivi.
Coisas de crianças...
De quem ainda olha para o céu, para as estrelas,
As noites, ver a vida...
É isso aí, um brinde ao fim de tarde.
Com suas luzes amarelas e tudo que vem com ele.









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