Pois é...
Há alguns dias que ando bastante inquieta.
Mas não me pergunte porque.
Só posso dizer que é aquela inquietação que incomoda,
que não te deixa sossegada em parte alguma.
E quando digo parte alguma, falo também
daquelas partes que ficam dentro de você.
Acho que aí o rebuliço é maior.
Acho que estou em crise, pois é...
Ouvir dizer que estar em crise é bom.
Ainda não entendi a razão, mas desconfio
que um dia saiba a resposta, sei... A-C-R-E-D-I-T-O!
Mas voltando, realmente, estou em crise.
Daquelas em que você procura seu lugar no mundo,
a razão da sua existência,
porque seu coração bate mais forte,
por quem ele bate mais forte...
Ando vasculhando interiores há muito escondidos,
revirado trapos e farrapos,
sacudido a poeira e jogando outras coisas pra baixo do tapete,
é muita coisa.!!!
Muita coisa deixada de lado, esquecidas pelo tempo,
esquecidas pelo caminho,
outras tantas de propósito...
Por que hein?
E por que agora insisto em ir buscá-las?
De fato, isto é uma crise!
Mas não tem problemas, o mundo vai acabar mesmo,
daqui há 4 dias.
O que deixarei ecoando pela eternidade,
por que pra meus filhos já era né?!
Ah meus filhos.....
E por que querer a eternidade?
Que seja eterno enquanto dure,
mas o eterno deve ser apenas um momento, como o pra sempre também o é.
Não quero o pra sempre, quero o sempre.
Acho que o nome disso é saudade ou fome,
o que no fim dá no mesmo.
Esta vontade do de novo, e de novo e de novo...
Enfim, uma crise, antes de mais nada se vive sozinho,
com seus fantasmas e medos,
com seus anseios e desejos,
movidos pala vontade e uma pintada de insanidade.
Vou encasular-me para quando a metamorfose passar,
ser apenas eu em mim...


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